Eu não vim de agência.
Vim de vendas e sell-out.
Em outubro de 2014, eu me fantasiei de soldado da Guarda Real da Inglaterra e fui de loja em loja nas Nextel para divulgar uma campanha de incentivo de vendas. O prêmio era uma viagem para a Inglaterra para quem mais vendesse celulares da Huawei.
Não era mico. Era engajamento. E funcionou — nas lojas que eu visitei.
Mas eu não visitei todas. Não fui para todos os estados. E os vendedores que não me viram simplesmente não souberam que a campanha existia.
A campanha nasceu deficitária. Não por falta de ideia — por falta de escala.
Esse foi o momento em que eu entendi qual era o problema real. Não o problema de fazer uma campanha criativa. O problema de chegar, de verdade, no vendedor que estava na ponta.
Antes de criar a Incentive.me, eu era o cara que dependia de meta para pagar conta. Que acordava pensando em como engajar o time. Que sabia que o resultado do mês ia depender da energia de pessoas — pessoas que ninguém da indústria se comunicava direito.
E quando eu decidi criar uma empresa nesse mercado, eu sabia de uma coisa desde o primeiro dia:
Se a Incentive.me virar uma agência de marketing, eu vendo a empresa e volto para o mundo corporativo.
Plataforma de incentivos não pode viver de vender projetos. Ela tem que resolver a dor verdadeira: aumentar o sell-out. Para isso, você precisa mudar o comportamento do vendedor na ponta. Para mudar comportamento, você precisa se comunicar com ele. De verdade. Em escala.
O nome que eu escolhi reflete exatamente isso. Incentive.me é o vendedor pedindo para ser incentivado. Não é a empresa pedindo resultado — é o cara que executa, pedindo que alguém lembre que ele existe.
Oito anos depois, são mais de 10 mil campanhas rodadas. 70 empresas. R$ 1 bilhão em incentivos gerenciados. O que ainda me move é a mesma certeza de 2014: o vendedor que recebe o incentivo certo, no momento certo, com clareza, performa diferente.
Pessoas reagem a incentivos. Sempre reagiram. A gente só criou a infra para isso funcionar em escala.
— Jansen Moreira, fundador